O Narrador

Olá, escritor(a)!

Como vai você?

Nesse post explico sobre a Narração, um tipo de texto usado por escritores que contam histórias reais ou de ficção. A narração é composta por elementos como Personagens, Espaço e Tempo.

Personagens: entre eles pode ou não estar inserido o narrador, estão situados num espaço e tempo.

Espaço: o lugar onde se passa determinada cena.

Tempo: atual, passado ou futuro; pode ser cronológico (linear, segue o curso das horas) ou psicológico (ligado aos pensamentos ou lembranças dos personagens ou do narrador). Além da época em que se passa a história.

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Quanto ao narrador, é aquele que está diretamente ligado ao discurso (a forma como a história é contada) contido no texto.

Narrador Personagem

  • 1ª pessoa
  • Discurso direto
  • O narrador é o próprio personagem

Narrador Observador

  • 3ª pessoa
  • Discurso indireto (o mais comum)
  • O narrador apenas observa e conta a história, mas não participa dela

Narrador Onisciente

  • Mescla de 1ª e 3ª pessoa
  • Discurso indireto livre
  • O narrador conta a história, mas em determinados momentos sua voz é alternada com a dos personagens
  • Exemplos: “Como estou cansada, pensou Cristina.” ou “Foi só colocar os pés fora da casa que Gregório foi logo berrando: saiam logo daqui, seus moleques, e entrou, batendo a porta.” (as partes grifadas, ainda que ditas pelo narrador, fazem parte do pensamento ou fala dos personagens)

Quando começamos a escrever uma história vem um monte de interrogações na nossa cabeça, mas isso é bom, faz parte da construção da narrativa e há algumas perguntas que você pode responder, mas sem pressa para si e para cada personagem.

O que te motiva?

Qual seu principal desafio?

O que você faz para lidar com esse desafio?

Que impacto você deseja causar no mundo?

O protagonista da sua história, escritor(a), tem que ser alguém com quem o público se identifique.

Lembre-se das perguntas acima e faça o protagonista respondê-las.

As motivações guiarão o caminho do protagonista, em seguida algo se coloca no caminho dele, um desafio, isso ajuda a construir um conflito e a partir desse conflito acontecem as viradas que levam o protagonista a novos desafios, aprendizados e impactos, chegando, assim, ao final da narrativa, onde ele se surpreende com algo que ele nem imaginava no início da história.

Conte a sua história em voz alta, grave um áudio, isso te ajuda a se conhecer, conhecer a sua narrativa e a descobrir as próprias técnicas, o seu jeito de contar uma história de forma que o leitor se prenda a ela, goste e se identifique com os personagens.

Bom, escritor(a), esse post é para que você entenda um pouco mais sobre narração e decida quem e como irá contar a história do seu livro.

Espero que tenha gostado.

Curta e deixe seu comentário.

Até mais.

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A estrutura de um livro

Olá, escritor!

Tudo bem?

Esse post é para aqueles que já concluíram um livro e querem deixar sua obra com características profissionais antes de enviá-lo a uma editora.

Por onde começamos a escrever um livro? Pelo primeiro capítulo, é claro, a primeira linha, primeira cena. Mas tem escritores que começam pelo meio, têm uma ideia incrível, mas sabem que aquilo vai acontecer somente no meio da história.

Mas por onde realmente começa um livro?

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Eu já publiquei aqui sobre prólogo, epílogo, prefácio e posfácio, um dos assuntos que, pelo que pude ver, mais geram dúvidas nos escritores, principalmente os iniciantes. Foi a partir daí que tive a ideia de postar sobre a estrutura de um livro literário para que assim você, escritor(a), entenda melhor sobre cada parte que compõe um livro.

Um livro começa mesmo é pela capa, mas vamos entender a sua estrutura:

Falsa Folha de Rosto (opcional)
Folha de Rosto
Verso da Folha de Rosto
Dedicatória (opcional)
Epígrafe (opcional)
Prefácio (opcional)
Agradecimentos (opcional)
Introdução (opcional)
Sumário (opcional)

Atenção: nenhum dos elementos que vem antes ou depois do texto devem ter as páginas numeradas. Exceto quando esse elemento faz parte do texto.


Falsa Folha de Rosto (opcional)
Apenas o título do livro, de preferência em caixa alta, no topo da página. Dica: espaço onde o autor pode dar autógrafos.

Folha de Rosto
Serve para identificar título, subtítulo, nome literário do autor, ilustrador / tradutor / adaptador / compilador / organizadores (quando se aplicar), imprenta (nome da editora, cidade/estado, ano) ou apenas a marca da editora. Contém também ano de lançamento e número da edição (exceto quando se trata da primeira edição), em alguns livros costuma vir na última página.

Verso da Folha de Rosto
Informações complementares do livro, dados sobre direitos autorais e editoriais, profissionais que trabalharam no livro, dados da editora e ficha catalográfica. Marca da editora é opcional.

Dedicatória (opcional)
É um espaço no livro inteiramente do autor, onde você dedica a obra para uma ou mais pessoas. Não deve constar assinatura. Com alinhamento à direita, encontra-se no meio da página para uma frase ou na parte inferior da página quando tiver mais frases.

Epígrafe (opcional)
Para cada tipo de trabalho a epígrafe é usada de forma diferente, mas em literatura é uma curta frase, pensamento ou citação colocada em uma página ou em destaque no início de um capítulo ou de cada capítulo da história. O posicionamento é livre, mas o padrão é utilizar no meio da página com alinhamento à direita. Atenção: nunca esqueça de citar a autora ou autor da frase ou pensamento citado.

Prefácio (opcional)
É um texto que pode ser escrito pelo próprio autor ou por outra pessoa que leu o livro/original. Trata-se de um texto onde você ou outra pessoa dão sua opinião sobre a obra (alguém que leu o livro e que tem conhecimento sobre o assunto), dizendo ao leitor o que ele vai encontrar no livro.  Nunca esqueça de citar o autor do Prefácio caso seja uma pessoa convidada.
Leia mais.

Agradecimentos (opcional)
Espaço onde o autor agradece pessoas que contribuíram para a realização da obra (construção profissional), pessoas inspiradoras, parceiros e outros. Somente o autor pode escrever os agradecimentos. A diagramação pode ser no mesmo estilo da dedicatória. Também pode ser colocado no final do livro, depois do texto.

Introdução (opcional)
Se for escrita pelo autor, ela é parte do texto e é como um “primeiro capítulo”, portanto deve vir logo antes do texto. Se for escrita por outra pessoa, vem antes do sumário (se houver um). Tem a função de explicar o texto do livro, nela são apresentadas, em pequenas frases, as decisões que motivaram cada capítulo e/ou um resumo da ideia central de cada um deles(Tema de um futuro post com mais detalhes e esclarecimentos).

Sumário (opcional)
É como um mapa do livro, onde encontramos os nomes dos capítulos e o número da página onde cada um se inicia. Caso haja mais de um autor dos capítulos, seus nomes podem ser citados abaixo do nome dos capítulos. A listagem dos capítulos é conforme eles aparecem no texto. Não confundir com Índice.


Sobre os elementos após o texto na estrutura de um livro, encontramos também:

Posfácio
É quase o mesmo que Prefácio, porém, vem ao final do livro, onde o escritor ou outra pessoa diz o que achou da obra, uma explicação de seu próprio ponto de vista. Leia mais.

Agradecimentos (que pode vir no início ou ao final do livro)
Espaço onde o autor agradece pessoas que contribuíram para a realização da obra (construção profissional), pessoas inspiradoras, parceiros e outros. Somente o autor pode escrever os agradecimentos.

Índice
Parecido com o Sumário, mas os dois não devem ser confundidos. O Índice é uma ferramenta usada para auxiliar os leitores a encontrarem termos, expressões e nomes próprios mais utilizadas ou importantes no texto, junto a cada item é indicado o lugar onde ele pode ser encontrado. (Porém, não sei se cabe um Índice numa obra literária, depende do conteúdo do livro.)

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Como pode ver, escritor, são muitas as partes que compõem um livro, mas algumas são opcionais e outras são aplicadas pela editora. Ou seja, você não precisa usar tudo isso no seu livro, somente o que achar necessário e o que pode servir para enriquecê-lo. Essa postagem ajuda a entender melhor a ordem de cada item. A história é sua, portanto, você decide o que acrescentar a ela. Por exemplo, se acabou de escrever uma história, mas sente que falta algo, pode ser que uma Epígrafe ajude, por que não? 

Alguns exemplos em livros que peguei aleatoriamente na estante:

No livro Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, encontramos elementos peculiares, como uma dedicatória do protagonista/narrador ao verme que primeiro roeu as frias carnes de seu cadáver e dois prefácios, um do autor, Machado de Assis, e outro do protagonista/narrador, Brás Cubas.

Já no livro Não conte a ninguém, de Harlan Coben (primeira edição), encontramos uma Dedicatória e uma Epígrafe na mesma página, depois o Prólogo, que já dá início à história.

Bom, escritor(a), espero ter esclarecido algumas dúvidas e ajudado a entender melhor a estrutura de uma obra literária.

Deixo aqui também um link com a estrutura organizacional de um livro técnico, que pode ajudar em trabalhos e projetos, caso esteja procurando por isso também, lembrando que deve-se seguir as normas da ABNT.

Obrigada por visitar o f7, volte sempre e deixe seu comentário.

 


Referências:
<Significados>
<Liro Blog editora livre>

 

 

Comece a escrever e termine

Olá, escritor!

Como anda aquela história incrível que você começou a escrever há algum tempo?

Eu sei que alguns vão dizer que vai bem, enquanto outros dirão que precisam de ideias ou motivação para continuar e por isso a história caminha devagar e ainda há aqueles que pararam de escrever, seja porque não conseguem levar a história adiante ou porque engajaram em outra. Além disso, temos que conciliar a escrita com o trabalho e estudo e isso acaba pesando um pouco.

Essas coisas acontecem, mas é importante que mantenha sua rotina de escrever ao menos 15 minutos por dia e ler muito. Se começamos a escrever temos que terminar, a menos que você tenha decidido que sua história não faz mais sentido.

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Se estiver enfrentando dificuldades, releia sua história e busque por detalhes que você pode esclarecer em cenas posteriores, como, por exemplo, o que levou um personagem a ter aquela cicatriz no rosto? Ou quais as consequências de algo que o protagonista fez por mais que tivesse boa intenção?

Tente se colocar no lugar dos personagens, eles também tomam decisões e às vezes contrárias às que imaginamos para eles. Se parou numa cena tranquila, abra espaço para um conflito ou algo que deixe o protagonista encrencado, criando um problema a ser resolvido com urgência.

Sua história precisa seguir adiante e isso depende das ações dos personagens, dos sentimentos que os levaram a fazer tais coisas, seja por vingança ou medo, amor ou simplesmente curiosidade.

O importante é que você sinta aquilo que sentiu quando começou a escrever essa história e tente prosseguir assim até o fim. Termine-a e não fique preocupado demais com determinada cena ou capítulo.

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Quando concluir, deixe seu livro descansar. Após algumas semanas, revise, e só então corrija os erros, apague parágrafos ou cenas desnecessárias, resuma diálogos monótonos ou que não levam a nada, coloque-se no lugar do leitor.

Também fique atento à coerência. Se o protagonista é um adolescente com problemas na escola, esse problema deve ficar claro em alguns momentos, ou, se o antagonista tem uma mania estranha, faça isso impactar na visão que outros personagens têm dele, lembrando que são apenas exemplos.

Revise novamente e evite o perfeccionismo.

E se quiser que algum parente ou amigo de confiança leia, aceite as críticas como construtivas, mas lembre-se: você não precisa concordar com todas elas. Então faça as correções finais e não adie isso.

Revise mais uma vez e, por fim, imprima seu livro, de preferência com as páginas numeradas, caso deseje registrá-lo logo em seguida (em breve estarei postando sobre registro de obras).

Além de tudo, escritor, acredite, você está fazendo um ótimo trabalho.

Leia também: 

Inspire-se antes de escrever

O que fazer com o excesso de ideias e o que fazer com a falta de ideias

Como demonstrar as emoções dos personagens

Escreva sem excessos

Não desista.

Espero que tenha gostado. Curta o blog e deixe seu comentário.

Até mais.

 

Gabriella Rebeca

Protagonista e antagonista

Olá, escritor! 

Acredito que você deve saber mais ou menos o que é um protagonista e um antagonista, em outras palavras, o “mocinho” e o “vilão“, certo?

Quando lemos uma história de ficção percebemos facilmente qual é qual, por exemplo, uma princesa e uma bruxa, um xerife e um bandido et cetera. Mas não é exatamente assim.

O protagonista é o personagem principal de uma narrativa, enquanto o antagonista é o seu principal opositor.

PROTAGONISTA

O que torna esse personagem o centro das atenções da narrativa são as ações dele (vontades, escolhas), mas o protagonista também sofre mudanças.

  • Exemplo:

actor-1299629_1280No livro Harry Potter e a pedra filosofal, de J. K. Rowling, Harry recebe a visita de Hagrid na noite de seu aniversário e decide ir embora com ele, afinal, ele mostrou ser alguém amigável e que o conhecia, então por que Harry ficaria com seus tios, se eles o tratavam mal?

No decorrer da história, Harry faz amigos e inimigos, faz escolhas que o colocam em “encrenca” ou que o fazem descobrir coisas que o levam por outros caminhos, muitas vezes perigosos, mas no fim ele consegue concretizar suas motivações.

Ou seja, o que move a história são as ações do protagonista, suas escolhas, seus sentimentos, vontades, objetivos e motivações. Nesse percurso ele faz amigos ou apenas aliados e acontecem coisas que podem fazê-lo mudar de ideia e escolher outros caminhos também.

  • Observação:

Se o seu protagonista segue um único caminho até o objetivo dele sem dificuldades ou mudanças, quando necessário, sem mostrar o que sente a respeito das decisões que toma, ou seja, se você tornar o seu protagonista um personagem “robotizado”, vamos dizer assim, o leitor não vai sentir vínculo algum com o protagonista (o que explicarei detalhadamente numa próxima postagem).

Devemos lembrar que os acontecimentos e descobertas mudam os personagens. Essas mudanças podem ser físicas, psicológicas, comportamentais, a maneira como o personagem vê o mundo et cetera. Essas mudanças precisam ser significativas, o leitor tem que percebê-las enquanto lê a sua história.

Voltando ao exemplo: Harry era um garoto comum que descobriu ser um bruxo e que o mundo que ele até então conhecia guardava muitos mistérios e perigos, assim ele vai se tornando um garoto cada vez mais forte e determinado, ciente das responsabilidades que carrega e tentando proteger as pessoas ao seu redor ao mesmo tempo que busca soluções pra os seus problemas. Nesse meio, surgem obstáculos/dificuldades impostos por alguém que quer impedir que ele alcance seus objetivos ou tirá-lo da jogada porque tem motivações e objetivos opostos: o antagonista.

O antagonista seria, dentro desse exemplo, o você-sabe-quem, Lord Voldemort.

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ANTAGONISTA

Esse é o personagem cujas ações serão direcionadas ao protagonista, com a intenção de atrapalhar os objetivos dele ou tirá-lo da jogada porque tem objetivos opostos ou pelo simples desejo de vingança, seja criando obstáculos ou enfrentando-o, a fim de impedir que o protagonista tenha sucesso em suas ações ou atrapalhe seus planos.

Outra característica do antagonista é que ele não sofre tantas mudanças como o protagonista (exceto, é claro, em histórias onde o antagonista acaba se tornando uma pessoa boa no final como consequência de alguns acontecimentos).

Quem é o antagonista? Ele pode ser uma pessoa, um objeto, um animal, um fato que dificulte os objetivos do(s) protagonista(s) et cetera. Exemplo disso é o livro A Culpa é das Estrelas, de John Green, em que o antagonista da história é a doença dos protagonistas.

  • Observação:

E se o personagem principal da minha história for um ladrão de banco?

Eu também me fiz essa pergunta, pois em alguns livros os personagens principais costumam ser os “vilões” ou apresentam defeitos que até mesmo irritam o leitor.

Sim, escritor(a) , se o personagem principal da sua história for um ladrão de banco, este será o protagonista e qualquer um que tente armar alguma coisa para conseguir prendê-lo será o antagonista.

Ou seja, ainda que seu personagem principal seja uma pessoa má, cheia de defeitos, que não está nem aí para o mundo, ele deverá ter as características de um protagonista.

E se o seu rival for uma pessoa boa, com o objetivo de detê-lo, este deverá ter as características de um antagonista.

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Para complementar, escritor, em uma história pode existir mais de um protagonista, assim como mais de um antagonista, além de co-protagonista(s), oponente(s), coadjuvante(s) e figurante(s), mas recomendo não se prender muito a esses outros tipos de personagens, também chamados de secundários.

Co-protagonista: o segundo personagem mais importante, geralmente ajuda o protagonista, pode existir mais de um.

Oponente: o personagem que ajuda o antagonista (podendo ser seu amigo, um aliado, alguém com os mesmos interesses ou um subordinado).

Coadjuvante (ou personagem secundário): ajuda o protagonista, na maioria das vezes é um amigo ou parente dele, sua importância pode variar.

Figurante: não é fundamental na história, esse personagem serve para ilustrar o ambiente (a cena). Exemplo: a moça de cabelo azul; o cara da lanchonete; o vendedor; a vítima.

Ah, mas e o herói e o anti-herói?

Esses podem ser classificados como protagonistas.

Herói: apresenta características superiores em relação aos demais personagens, incluindo uma forte vontade de fazer justiça.

Anti-herói: é um “herói” que segue as próprias regras, ele faz o bem, mas de uma forma meio cruel.

Espero que tenha gostado e que essa postagem tenha esclarecido as características de cada personagem, pois isso ajuda muito na sua criação.

Leia também: Como criar um personagem e Demonstrando as emoções dos personagens

Esse post ajudou você?

Curta e deixe seu comentário.

Obrigada.

Até mais!

 

Tipos de cenas

Olá, escritor(a)!

Em uma das postagens anteriores escrevi um pouco sobre cenas envolventes e prometi postar sobre tipos de cenas presentes em um livro.

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Uma cena acontece por um período de tempo em um cenário limitado, com um ou mais personagens e tem como foco suas ações e reações, o que leva o leitor a querer saber o que vai acontecer depois. Vejamos quais são elas:

CENAS DE CONTEXTUALIZAÇÃO

São tipos de cenas que passam informações importantes para o entendimento do que acontecerá no decorrer da história, de como é o ambiente, os costumes e os lugares onde se passa a história, como, por exemplo, uma cena que descreve uma casa e a família que vive nela que briga frequentemente, mas se mantém sempre unida diante de qualquer problema. Lembre-se de se manter fiel aos limites que criou para o universo de sua história.

CENAS DE AÇÃO

Essas cenas mostram as atitudes de um personagem para alcançar um determinado objetivo e servem para que o leitor testemunhe o comportamento do personagem em tempo real, tornando-o próximo a ele, como um personagem que sai da faculdade, mas ao invés de voltar para casa vai à casa da moça que ele ama, mas a encontra com outro.

CENAS DE REAÇÃO

Já as cenas de reação apresentam as consequências dos atos do personagem e o impacto emocional de algo que aconteceu anteriormente. Essas cenas ajudam o leitor a entender melhor o personagem. Exemplo: após encontrar a namorada com outro rapaz, o personagem se decepciona e decide terminar o relacionamento, mas depois fica deprimido e acaba indo mal na prova do dia seguinte.

CENAS DE APROFUNDAMENTO

Usadas para deixar a narrativa mais complexa, as cenas de aprofundamento permitem que o leitor conheça melhor os cenários e os personagens. Exemplo: um personagem que conversa com outro sobre a impressão que teve de determinado amigo quando o conheceu há três anos ou uma garotinha lembrando de como era a sua rotina antes da morte de sua mãe.

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Claro que algumas cenas apresentam mais de um desses tipos acima, mas cada uma deve ter sua função principal definida até mesmo para que você foque no que deve passar para o leitor, pois não fica bem, por exemplo, descrever um cenário inteiro em uma cena de ação ou dar um objetivo para o personagem alcançar em uma cena de reação. 

Portanto, pense na função de cada cena dentro da história, se em determinada cena você descreve um personagem, termine quando tiver passado todas as informações importantes sobre ele. Também não tenha medo de dispensar cenas que são desnecessárias. O importante é entregar ao leitor peça por peça desse quebra-cabeça, pois dessa forma irá deixá-lo curioso para descobrir o desfecho da sua história.

Bom, espero que tenha ficado claro, escritor(a).

Agradeço a sua visita. Curta o blog e deixe seu comentário.

Até breve.

Escrevendo cenas envolventes

Olá, escritor(a)!

Escreveu muito nesses últimos dias? Espero que sim.

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Neste post explico como escrever de forma envolvente, sem exageros e fazer o leitor viajar na história do seu livro. Como escrevi no post Como demonstrar as emoções dos personagens, é preciso mostrar ao leitor como o personagem se sente, através de ações, comportamentos e até expressões faciais e corporais. Mas e quanto aos outros acontecimentos da história? Cenários, momentos românticos ou dramáticos que você quer descrever ao leitor, fazendo-o se envolver com o que está lendo?

Bom, vou citar um exemplo para você entender melhor e depois vamos às explicações. Vejamos a seguinte frase:

Ester estava linda no dia do nosso casamento.

O que achou? Consegue imaginar o que o personagem viu? Soa como um comentário qualquer. Agora veja como a frase pode ser transformada em um parágrafo envolvente que não entrega tudo de uma só vez, mas que leva o leitor a se colocar no lugar do personagem.

Quando Ester entrou na igreja naquele dia, meu coração parecia querer saltar do peito. Os convidados haviam desaparecido e eu só conseguia ver minha noiva deslizando pelo tapete como uma rainha vindo ao meu encontro, com o sorriso mais encantador do mundo.

Note como é possível mostrar o que o personagem viu e sentiu, levando o leitor a uma conclusão própria, fazendo-o perceber, também, como o personagem admira a noiva. Ao invés de dizer o que o personagem viu ou sentiu, mostre.

Existem, também, outras formas de fazer isso, o que pode trazer ao seu livro mais veracidade, lembrando que qualquer dica que escrevo aqui no blog não deve ficar apenas guardada na cabeça, portanto, pratique sempre.

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Bem, ao mostrar ao leitor qual a situação de um personagem em uma determinada cena – o que ele sentia, o que mais queria naquele momento, o que ele via que ninguém mais conseguia enxergar et cetera – use diálogos, busque ser específico, deixe que o leitor sinta.

Ao invés de narrar o que eles estão sentindo, os personagens podem se expressar através dos diálogos. Por exemplo: uma mãe repreendendo o filho por mau comportamento ou um funcionário insultando outro no corredor por estar estressado. Isso faz o leitor captar facilmente o clima em que os personagens se encontram e o deixará até curioso para saber o que está por vir.

Claro que além dos personagens, você tem que descrever o lugar onde determinada cena se passa e ao mesmo tempo montar a sua história, adicionando as informações que o leitor precisa para entender o que está acontecendo, onde está acontecendo, em que situação os personagens se encontram, se há algo no cenário que os ajuda ou atrapalha et cetera. Isso deve ser feito sob o ponto de vista do Narrador.

Deve-se pensar, além disso tudo, no gênero que você está escrevendo.

Se for Terror, use e abuse das sensações internas do protagonista relacionadas a medo, da descrição de cenários assustadores e do suspense, além de um antagonista assustador que cause arrepios e deixe o leitor sem dormir.

Se for uma história de Amor, dedique-se aos comportamentos dos protagonistas, aos gestos que demonstrem o que eles estão sentindo sem ter que dizer.

Lembre-se de mostrar ao invés de dizer, o.k.?

Leia também: Escreva sem excessosTipos de cenas e Como demonstrar as emoções dos personagens

Espero que tenha gostado, escritor(a).

Siga o blog e deixe seu comentário.

Obrigada e volte sempre.

 

Escrevendo uma história de amor

Olá, escritor!

Como vai você?

Está escrevendo uma história de amor? E como são os seus protagonistas?

Antes de qualquer coisa, seja original. Sempre. Essa dica vale para qualquer livro.

Uma história de amor deve encantar o leitor, pode deixá-lo com raiva ou ansioso para ver os protagonistas juntos logo, mas não significa que você tenha que exagerar em alguma coisa.

Recomendo esse tipo de livro para quem está habituado a ler romances, pois é, de certa forma, um desafio para quem está começando. (Eu mesma confesso que não tenho muita prática para escrever histórias de amor.)

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Pense em momentos felizes, momentos que você deixou guardados num lugar especial em sua memória. Não adianta sentar para escrever se o seu dia foi ruim ou se você não tiver pensamentos positivos porque vai acabar passando isso para os personagens.

Defina a personalidade dos personagens, mas tomando todo o cuidado para que os dois não fiquem parecidos demais ou isso deixará sua história muito superficial e não vai parecer que os dois são amantes. Eles podem ser semelhantes, mas não iguais. Podem ter traços diferentes ou parecidos, podendo, ainda, ter tanta coisa em comum que isso faz os dois se detestarem. Defina a personalidade de um e depois do outro, separadamente.

Enfim, crie personagens únicos, sejam eles vampiros, fantasmas ou elfos (nesse caso eles devem agir como tal).

Escolha nomes que combinem com eles.

Leia também: Como criar um personagem e Demonstrando as emoções dos personagens

Os dois podem, por exemplo, se odiar no início na história para depois descobrirem que estão apaixonados um pelo outro; esse amor pode surgir a partir de uma amizade que já dura anos; pode ser que um ame o outro e no final descubra que só o vê como amigo… Há inúmeras possibilidades.

Lembre-se que esse “ódio” entre os amantes pode ser intenso, mas cuidado para não exagerar, pois depois pode ficar difícil gerar amor a partir dele.

Para desenvolver personagens bem convincentes, imagine-se no lugar deles. Pense em como se sentiria e como reagiria.

Você pode até mesmo criar uma história à parte. Por exemplo, um dos personagens pode estar envolvido com problemas ou com outra pessoa. Isso torna a história interessante.

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Os sinais de amor entre os dois deve ser sutil, como o jeito de falar, um olhar, um elogio. Se mostrar logo que eles se gostam o leitor pode ficar desanimado. Solte os sinais aos poucos.

Atenção: o sentimento de afeto é bem mais calmo, agradável e faz o coração ficar estabilizado, já o amor é bem mais conturbado, desesperador, e faz sentir como se fosse vomitar todo o coração.

Algo interessante, também, é dar um símbolo a esse amor.

Como assim?

Esse símbolo se trata de um objeto: uma flor, cartas de amor, uma pintura, um perfume. Por que seus personagens se amam? Escolha o que quiser, mas precisa fazer sentido.

Quanto aos antagonistas, precisam estar de acordo com a história. Você não pode adicionar um assassino em série porque isso não tem fundamento, a não ser que seu personagem tenha um desejo fulminante de matar sua vizinha e acabe se apaixonando. Temos como exemplo uma história baseada numa série de quadrinhos britânicos, The End of the F***ing World.

Os vilões clássicos de histórias de amor costumam ser ex-namorados, alguém que também está interessado em um dos personagens, os pais de um deles ou qualquer outra situação que os faça sofrer ou os impeça de ficar juntos. Ninguém quer sofrer no amor, não é verdade?

Esse antagonista pode provocar conflitos entre os dois, afastá-los, pode até ser amigo de uma das partes. Seja criativo com o seu vilão.

A descrição talvez seja a parte mais trabalhosa e, para isso, deve-se utilizar palavras comoventes a fim de captar a emoção do leitor e conquistá-lo, descrevendo o cenário em detalhes.

Atente-se, também, aos comportamentos de quem está apaixonado que você pode demonstrar no decorrer da história, como:

  • Demonstrar cuidado com a aparência;
  • Sorrir com frequência;
  • Posicionar o corpo em direção à outra pessoa;
  • Inclinar o corpo para imitar a postura do outro;
  • Tocar na outra pessoa;
  • Ficar muito perto durante uma conversa;
  • Olhar fixamente para a outra pessoa;
  • Prestar muita atenção na outra pessoa;
  • Tomar a iniciativa de contato;
  • Prolongar o encontro.

Por fim, saiba quando terminar a sua história de amor. Nem curta nem longa demais.

Espero que tenha gostado, escritor.

Volte sempre.

Escrevendo um conto

Olá, escritor!

Você já deve ter lido muitos contos, principalmente na escola, ou não? Pois leia.

Lembro de um conto que li uma vez que me fez chorar, a história era linda, pena que não lembro qual era o título.

A minha intenção com esses posts de classificações de gêneros, como você tem acompanhado (em breve postarei sobre o que realmente são gêneros literários) é ajudar você e outros escritores a descobrir qual “gênero” estão escrevendo ou gostam de escrever. Às vezes os escritores, principalmente iniciantes, começam a escrever um livro a partir de ideias muito legais, mas não conseguem definir um gênero específico para ele.

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Conto é uma narrativa breve, que contém um único conflito, uma única ação e um número restrito de personagens, e cabe dentro de vinte ou trinta páginas.

Para escrevê-lo é necessário juntar as ideias e colocá-las no papel. As ideias para escrever contos geralmente partem de um evento catastrófico, o nome ou a aparência de um personagem, alguma experiência que o autor viveu et cetera. Supondo que queira escrever um conto para a aula, reflita em cima de alguma ideia e procure se inspirar.

Muitos livros nasceram de experiências vividas pelos próprios escritores, quem sabe você consiga escrever um conto baseado naquela professora que incentivou os alunos a escreverem um livrinho? (Aliás, isso aconteceu comigo).

Escolha a ideia comece a escrever o seu conto.

Na Introdução, apresente os personagens, tempo, locais, clima et cetera. A Introdução de um conto costuma ser rápida. Em seguida vem a Ação iniciadora, o ponto em que as ações começam a acontecer para depois chegar à Ação crescente, onde os eventos começam a ficar intensos. Então chega o ponto mais intenso ou a reviravolta da história, o Clímax.

Na Ação decrescente, sua história começa a chegar à conclusão. E, por fim, a Resolução, o final satisfatório da história, onde o conflito central é resolvido ou não, pois contos podem terminar em meio ao suspense.

Recapitulando: introdução, ação iniciadora, ação crescente, clímax, ação decrescente e resolução.

Para o seu conto não ficar sem sentido, faça perguntas como: “O que acontece antes disso?” ou “O que acontece em seguida?” em cada cena.

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Busque inspiração em pessoas reais, caso encontre dificuldades em criar um personagem para o seu conto. (Um dia desses eu sentei ao lado de um homem de barba roxa no ônibus, imagine como seria um personagem assim). Seu personagem também pode ser uma mistura de características de várias pessoas.

Leia também: Como criar um personagem

Pode ser que você não insira todas as informações sobre os seus personagens no livro, mas alguns detalhes irão afetar você e o leitor, mesmo que discretos. Com o tempo você vai desenvolvendo o seu próprio estilo.

Lembre-se: os eventos de um conto devem acontecer em um período de tempo curto, pode ser em dias ou até minutos, mas precisa ser breve. Por isso recomendo dois ou três personagens principais e uma localização.

Por fim, leia bons contos. Observe o estilo do autor, a velocidade dos acontecimentos, os personagens, o cenário. Você vai perceber que também existem contos de ficção científica, contos de terror, e assim por diante.

Você é livre, escritor! É o seu mundo imaginário, use sua criatividade. Voe longe!

Autores que recomendo: Machado de Assis, H. P. Lovecraft e Isaac Asimov.

Espero que tenha gostado do post.

Comente.

Até mais!