Tipos de cenas

Olá, escritor!

Em uma das minhas postagens anteriores escrevi um pouco sobre cenas envolventes e prometi postar sobre tipos de cenas presentes em um livro e peço desculpas pela demora.

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Vamos falar um pouquinho sobre os tipos de cenas.

Uma cena acontece por um período de tempo em um cenário limitado, com um ou mais personagens e tem como foco suas ações e reações, o que leva o leitor a querer saber o que vai acontecer depois. Vejamos quais são elas:

Cenas de contextualização

São tipos de cenas que passam informações importantes para o entendimento do que acontecerá no decorrer da história, de como é o ambiente, os costumes e os lugares onde se passa a história, como, por exemplo, uma cena que descreve uma casa e a família que vive nela que briga frequentemente, mas se mantém sempre unida diante de qualquer problema. Lembre-se de se manter fiel aos limites que criou para o universo de sua história.

Cenas de ação

Essas cenas mostram as atitudes de um personagem para alcançar um determinado objetivo e servem para que o leitor testemunhe o comportamento do personagem em tempo real, tornando-o próximo a ele, como um personagem que sai da faculdade, mas ao invés de voltar para casa vai à casa da moça que ele ama, mas a encontra com outro.

Cenas de reação

Já as cenas de reação apresentam as consequências dos atos do personagem e o impacto emocional de algo que aconteceu anteriormente. Essas cenas ajudam o leitor a entender melhor o personagem. Exemplo: após encontrar a namorada com outro rapaz, o personagem se decepciona e decide terminar o relacionamento, mas depois fica deprimido e acaba indo mal na prova do dia seguinte.

Cenas de aprofundamento

Usadas para deixar a narrativa mais complexa, as cenas de aprofundamento permitem que o leitor conheça melhor os cenários e os personagens. Exemplo: um personagem que conversa com outro sobre a impressão que teve de determinado amigo quando o conheceu há três anos ou uma garotinha lembrando de como era a sua rotina antes da morte de sua mãe.

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Claro que algumas cenas apresentam mais de um desses tipos acima, mas cada uma deve ter sua função principal definida até mesmo para que você foque no que deve passar para o leitor, pois não fica bem, por exemplo, descrever um cenário inteiro em uma cena de ação ou dar um objetivo para o personagem alcançar em uma cena de reação. 

Portanto, pense na função de cada cena dentro da história, se em determinada cena você descreve um personagem, termine quando tiver passado todas as informações importantes sobre ele. Também não tenha medo de dispensar cenas que são desnecessárias. O seu principal trabalho, escritor, é entregar ao leitor peça por peça, pois dessa forma irá deixá-lo curioso para descobrir o desfecho da sua história.

Bom, espero que tenha ficado claro, escritor.

Agradeço a sua visita. Curta o blog e deixe seu comentário.

Até breve.

Escrevendo cenas envolventes

Olá, escritor!

Escreveu muito nesses últimos dias? Espero que sim.

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Neste post estarei explicando como escrever de forma envolvente, sem exageros e fazer o leitor viajar na história do seu livro. Como escrevi no post Como demonstrar as emoções dos personagens, é preciso mostrar ao leitor como o personagem se sente, através de ações, comportamentos e até expressões faciais e corporais. Mas e quanto aos outros acontecimentos da história, cenários, momentos românticos ou dramáticos que você quer descrever ao leitor, fazendo-o se envolver com o que está lendo?

Bom, vou citar um exemplo para você entender melhor e depois vamos às explicações. Vejamos a seguinte frase:

Ester estava linda no dia do nosso casamento.

O que achou? Consegue imaginar o que o personagem viu? Soa como um comentário qualquer. Agora veja como a frase pode ser transformada em um parágrafo envolvente que não entrega tudo de uma só vez, mas que leva o leitor a se colocar no lugar do personagem.

Quando Ester entrou na igreja naquele dia, meu coração parecia querer saltar do peito. Os convidados haviam desaparecido e eu só conseguia ver minha noiva deslizando pelo tapete como uma rainha vindo ao meu encontro, com o sorriso mais encantador do mundo.

Note como é possível mostrar o que o personagem viu e sentiu, levando o leitor a uma conclusão própria, fazendo-o perceber, também, como o personagem admira a noiva. Ao invés de dizer o que o personagem viu ou sentiu, mostre.

Existem, também, outras formas de fazer isso, o que pode trazer ao seu livro mais veracidade, lembrando que qualquer dica que escrevo aqui no blog não deve ficar apenas guardada na cabeça, portanto, pratique sempre.

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Bem, ao mostrar ao leitor qual a situação de um personagem em uma determinada cena – o que ele sentia, o que mais queria naquele momento, o que ele via que ninguém mais conseguia enxergar et cetera – use diálogos, busque ser específico, deixe que o leitor sinta.

Os personagens podem se expressar através dos diálogos, ao invés de narrar o que eles estão sentindo. Por exemplo: uma mãe repreendendo o filho por mau comportamento ou um funcionário insultando outro no corredor por estar estressado. Isso faz o leitor captar facilmente o clima em que os personagens se encontram e o deixará até curioso para saber o que está por vir.

Lembre-se de praticar, o.k.?

Leia também: Escreva sem excessos

Espero que tenha gostado, escritor. Em breve estarei postando sobre tipos de cenas.

Siga o blog e deixe seu comentário.

Obrigada e volte sempre.

 

Escrevendo uma história de amor

Olá, escritor!

Andei meio ocupada no último mês devido a alguns probleminhas de saúde e com trabalhos do curso, mas estou de volta.

Está escrevendo uma história de amor? E como são os seus protagonistas?

Antes de qualquer coisa, seja original. Sempre. Essa dica vale para qualquer livro.

Uma história de amor deve encantar o leitor, pode deixá-lo com raiva ou ansioso para ver os protagonistas juntos logo, mas não significa que você tenha que exagerar em alguma coisa.

Recomendo esse tipo de livro para quem está habituado a ler romances, pois é, de certa forma, um desafio para quem está começando. (Eu mesma confesso que não tenho muita prática para escrever histórias de amor).

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Pense em momentos felizes, momentos que você deixou guardados num lugar especial em sua memória. Não adianta sentar para escrever se o seu dia foi ruim ou se você não tiver pensamentos positivos.

Bom, defina a personalidade dos personagens, mas tomando todo o cuidado para que os dois não fiquem parecidos demais ou isso deixará sua história muito superficial e não vai parecer que os dois são amantes. Eles podem ser semelhantes, mas não iguais. Podem ter traços diferentes ou parecidos, podendo, ainda, ter tanta coisa em comum que isso faz os dois se detestarem. Defina a personalidade de um e depois do outro, separadamente.

Enfim, crie personagens únicos, sejam eles vampiros, fantasmas ou elfos (nesse caso eles devem agir como tal).

Escolha nomes que combinem com eles.

Leia também: Como criar um personagem e Demonstrando as emoções dos personagens

Os dois podem, por exemplo, se odiar no início na história para depois descobrirem que estão apaixonados um pelo outro; esse amor pode surgir a partir de uma amizade que já dura anos; pode ser que um ame o outro e no final descubra que só o vê como amigo… Há inúmeras possibilidades.

Lembre-se que esse “ódio” entre os amantes pode ser intenso, mas cuidado para não exagerar, pois depois pode ficar difícil gerar amor a partir dele.

Para desenvolver personagens bem convincentes, imagine-se no lugar deles. Pense em como se sentiria e como reagiria.

Você pode até mesmo criar uma história à parte. Por exemplo, um dos personagens pode estar envolvido com problemas. Isso torna a história interessante.

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Os sinais de amor entre os dois deve ser sutil, como o jeito de falar, um olhar, um elogio. Se mostrar logo que eles se gostam o leitor pode ficar desanimado. Solte os sinais aos poucos.

Algo interessante, também, é dar um símbolo a esse amor.

Como assim?

Esse símbolo se trata de um objeto: uma flor, cartas de amor, uma pintura, um perfume. Por que seus personagens se amam? Escolha o que quiser, mas precisa fazer sentido.

Quanto aos antagonistas, precisam estar de acordo com a história. Você não pode adicionar um assassino em série porque isso não tem fundamento. Os vilões clássicos de histórias de amor costumam ser ex-namorados, alguém que também está interessado em um dos personagens, os pais de um deles et cetera.

Esse antagonista pode provocar conflitos entre os dois, afastá-los, pode até ser amigo de uma das partes. Seja criativo com o seu vilão.

A descrição talvez seja a parte mais trabalhosa e, para isso, deve-se utilizar palavras comoventes a fim de captar a emoção do leitor e conquistá-lo, descrevendo o cenário minuciosamente.

Por fim, saiba quando terminar a sua história de amor. Nem curta nem longa demais.

Espero que tenha gostado, escritor.

Volte sempre.

Escrevendo um conto

Olá, escritor!

Você já deve ter lido muitos contos, principalmente na escola, ou não? Pois leia.

Lembro de um conto que li uma vez que me fez chorar, a história era linda, pena que não lembro qual era o título.

A minha intenção com esses posts de classificações de gêneros, como você tem acompanhado (em breve postarei sobre o que realmente são gêneros literários) é ajudar você e outros escritores a descobrir qual “gênero” estão escrevendo ou gostam de escrever. Às vezes os escritores, principalmente iniciantes, começam a escrever um livro a partir de ideias muito legais, mas não conseguem definir um gênero específico para ele.

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Conto é uma narrativa breve, que contém um único conflito, uma única ação e um número restrito de personagens, e cabe dentro de vinte ou trinta páginas.

Para escrevê-lo é necessário juntar as ideias e colocá-las no papel. As ideias para escrever contos geralmente partem de um evento catastrófico, o nome ou a aparência de um personagem, alguma experiência que o autor viveu et cetera. Supondo que queira escrever um conto para a aula, reflita em cima de alguma ideia e procure se inspirar.

Muitos livros nasceram de experiências vividas pelos próprios escritores, quem sabe você consiga escrever um conto baseado naquela professora que incentivou os alunos a escreverem um livrinho? (Aliás, isso aconteceu comigo).

Escolha a ideia comece a escrever o seu conto.

Na Introdução, apresente os personagens, tempo, locais, clima et cetera. A Introdução de um conto costuma ser rápida. Em seguida vem a Ação iniciadora, o ponto em que as ações começam a acontecer para depois chegar à Ação crescente, onde os eventos começam a ficar intensos. Então chega o ponto mais intenso ou a reviravolta da história, o Clímax.

Na Ação decrescente, sua história começa a chegar à conclusão. E, por fim, a Resolução, o final satisfatório da história, onde o conflito central é resolvido ou não, pois contos podem terminar em meio ao suspense.

Recapitulando: introdução, ação iniciadora, ação crescente, clímax, ação decrescente e resolução.

Para o seu conto não ficar sem sentido, faça perguntas como: “O que acontece antes disso?” ou “O que acontece em seguida?” em cada cena.

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Busque inspiração em pessoas reais, caso encontre dificuldades em criar um personagem para o seu conto. (Um dia desses eu sentei ao lado de um homem de barba roxa no ônibus, imagine como seria um personagem assim). Seu personagem também pode ser uma mistura de características de várias pessoas.

Leia também: Como criar um personagem

Pode ser que você não insira todas as informações sobre os seus personagens no livro, mas alguns detalhes irão afetar você e o leitor, mesmo que discretos. Com o tempo você vai desenvolvendo o seu próprio estilo.

Lembre-se: os eventos de um conto devem acontecer em um período de tempo curto, pode ser em dias ou até minutos, mas precisa ser breve. Por isso recomendo dois ou três personagens principais e uma localização.

Por fim, leia bons contos. Observe o estilo do autor, a velocidade dos acontecimentos, os personagens, o cenário. Você vai perceber que também existem contos de ficção científica, contos de terror, e assim por diante.

Você é livre, escritor! É o seu mundo imaginário, use sua criatividade. Voe longe!

Autores que recomendo: Machado de Assis, H. P. Lovecraft e Isaac Asimov.

Espero que tenha gostado do post.

Comente.

Até mais!

Escrevendo histórias engraçadas

Olá, escritor!

Esse post é sobre histórias engraçadas ou de humor, especialmente para você que é muito criativo e tem cada ideia engraçada que não dá para mantê-las só no pensamento.

Histórias com humor podem ser divertidas de escrever, mas será que é fácil?

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Primeiramente, gostaria de deixar claro que, escrever esse tipo de livro requer paciência, boa vontade e muita, muita criatividade para entreter o leitor com um assunto que você conheça bem, de preferência.

O começo de qualquer história deve prender o leitor, como você sabe, sem deixar que ele largue o seu livro porque não achou legal.

Decida sobre o que vai escrever. Pode ser uma experiência engraçada vivida por você ou uma estória de elfos malucos que vão parar no centro da cidade e coisas engraçadas acontecem.

Uma história engraçada tem que ser curta. O leitor quer ler e se divertir com o enredo, recomendar aos amigos e até ler de novo, então não prolongue demais ou acabará não alcançando o resultado pretendido. Se a história ficou longa, você pode revisar e resumir.

Evite descrições exageradas, a fim de não deixar o leitor entediado e fazê-lo pular alguma parte do seu livro. Se você souber usar a descrição a seu favor, fique à vontade. Pense em um cenário propício para os papéis humorísticos dos personagens.

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Faça uma lista com os seus personagens e escreva o que torna cada um deles engraçados, não precisa ser, necessariamente, uma pessoa, mas também um animal, um objeto…

Leia também: Como criar um personagem

Quer misturar humor com fantasia? Fique à vontade, você é o escritor. Dê asas à sua imaginação.

Lembre-se: você está escrevendo uma história engraçada, não confunda humor com ironia.

Não esqueça de dar sentido à sua história. Crie um problema, decida quem vai resolver o problema e como vai resolver. Por exemplo, elfos malucos foram parar por acaso no centro da cidade e precisam encontrar uma maneira de voltar para casa. Isso tudo precisa ser engraçado.

Evite deixar o enredo confuso ou isso pode acabar apagando o humor da sua história.

Revise sua história e faça edições, como gramática, ortografia, pontuação, letras maiúsculos, coerência et cetera. Algumas expressões podem mudar e acentuar o humor de sua história como, por exemplo, trocar “pequeno” por “minúsculo” ou “disse” por “gritou”. Não exagerar na descrição não significa que não pode exagerar nos termos usados.

Escrever uma história engraçada deve ser, além de tudo, divertido.

Não consegue ter ideias novas? Dê uma pausa, vá se inspirar e busque sempre se aperfeiçoar.

Leia também: Inspire-se antes de escrever

Se ficou alguma dúvida ou se você tem alguma sugestão, não deixe de comentar.

Até mais, escritor!

😀

Escrevendo histórias de terror

Olá, escritor!

Você sabe o que deixa as pessoas com medo?

O gênero escolhido para esta semana é terror e, como todos sabem, uma boa história de terror é aquela capaz de perturbar seu sono. O leitor precisa entrar na história e ficar realmente assustado.

Esse pode ser um gênero difícil de escrever, mas, como qualquer outro, pode ser dominado com planejamento, prática e paciência.

Não sou uma expert em histórias de terror, simplesmente porque não consigo me ver escrevendo esse gênero, acho que por medo mesmo, mas ignorem isso, vou tentar passar o máximo de informações.

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Bom, para escrever uma história de terror você precisa decidir quando quer que os medos apareçam na história. Se precisar, reúna-se com amigos e familiares e anote o que os deixaria com medo, faça pesquisas na internet, leia livros de terror e suspense et cetera.

Busque acrescentar coisas estranhas, personagens esquisitos e monstros, fantasmas ou assassinos com uma característica bem marcante, daquelas que ninguém iria querer ver durante a noite. Se você quer que o leitor tenha medo use e abuse da criatividade.

Em Boneco do Mal, por exemplo, um casal contrata uma babá para cuidar do filho deles, que nada mais é do que um boneco, e, enfim, coisas assustadoras acontecem quando essa babá não cumpre as tarefas da lista deixada pelo casal. Note que essa poderia ser só mais uma história de terror envolvendo um boneco (dentre eles Annabelle e Chuck), mas, apesar do vilão semelhante, a história é completamente diferente.

Outro exemplo é um filme chamado O Olho do Mal, onde uma mulher cega (achei essa ideia muito original) faz um transplante de córneas e começa a ver coisas estranhas, então ela decide ir atrás do doador para esclarecer o caso.

Releia o que você escreveu sempre e, se os medos não são assustadores o suficiente, combine-os ou reescreva-os. Faça com que os personagens se sintam aterrorizados e destruídos psicologicamente.

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Insira uma coisa assustadora capturando uma pessoa. Você também pode criar uma história com um começo triste e final feliz ou com um começo feliz e final trágico ou até mesmo emocionante, onde o protagonista descobre que a criatura que o aterroriza só precisa de ajuda.

Leia livros de terror e suspense.

E atenção! Não crie uma história com muito suspense ou ela ficará chata, adicione apenas um pouco de suspense.

Seja criativo, escritor, tente tornar os medos quase como fobias e não copie o trabalho dos outros, histórias de terror boas são histórias originais. Se você gosta de desenhar, ilustre sua história e, se necessário, escreva uma continuação.

Não conte sua história para ninguém, pois estragará as surpresas e os sustos, além disso, não deixe ninguém ler até que ela esteja pronta.

Espero que tenha gostado do post. Deixe seu comentário.

Até mais.

Escrevendo ficção científica

 

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Olá, escritor!

Irei falar sobre diferentes gêneros literários e seus subgêneros. As postagens serão um pouco longas, porque quero que você leia e saiba exatamente qual gênero quer escrever, mas, mesmo assim, se houver qualquer dúvida deixe seu comentário ou entre em contato por e-mail (gabriella.rebeca.gr@gmail.com).

Você deve conhecer muitos gêneros por aí. Qual você escritor escolheu para escrever? Provavelmente você é bom no que escreve e pensa que sua história não se encaixa muito bem dentro do gênero que escolheu, mas não existe outro gênero no qual possa encaixá-la, mas eu irei ajudá-lo a encontrar.

Meu autor favorito de ficção científica é Júlio Verne. Bom, não tem como não gostar dos livros dele e, se você ainda não leu, eu recomendo.

Vou começar por:

FICÇÃO CIENTÍFICA

Ficção científica, como você sabe, envolve alguma forma de ciência. Mas o que é necessário para que sua história receba este rótulo? Alienígenas, viagem no tempo, cenário futurista, viagem espacial?

Mais adiante explicarei como escrever histórias desse gênero, mas primeiro devo ressaltar que dentro da Ficção Científica existem os seguintes subgêneros:

Viagem no tempo

Já dá para saber do que se trata esse subgênero. Basicamente, personagens viajam para o passado ou para o futuro ou recebem visitas de viajantes de ambos os tempos. Ex.: filme – De volta para o futuro.

Steampunk

Como o próprio nome sugere (steam = vapor), é uma história que se passa na era do vapor, ou seja, século XIX e início do século XX, onde é introduzido algum conceito futurista. Os veículos ou máquinas são movidos a vapor. Ex.: jogo – Dishonored (veja o trailer).

Dieselpunk

Inspirado no Steampunk, porém os veículos são movidos a diesel ou qualquer outro tipo de combustível. Baseado na estética popular entre a Primeira Guerra Mundial até meados de 1950. Existem vários subgêneros além deste, como biopunk (onde predomina a biologia sintética), carbonpunk, ficção científica afrofuturista, ficção científica feminista, ficção científica cliff, pulp fiction, militar, mundana, dying earth et cetera.

Space opera

A história se passa num planeta distante ou no espaço. Onde as explicações técnicas são de pouca importância e envolve luta de “mocinhos” contra “bandidos”. Ex.: filme – Star Wars. Pode ser comparado ao gênero Western, que vou explicar logo abaixo.

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Pode ser um encontro amigável entre um aliens com humanos, no qual revelam segredos tecnológicos ou uma invasão catastrófica. Ex.: filme – Batalha de Los Angeles.

Horror

Como assim? É uma história em que a ficção científica se mistura a eventos de horror. Pode ser uma trama onde pessoas aparecem mortas de forma estranha e em meio a tanto mistério e pânico, descobrem se tratar de aliens, robôs assassinos et cetera. Ex.: filme – Frankenstein (1931).

Ficção robótica

Os robôs desempenham papel principal ou são alvos principais da história. Ex.: filme – Eu robô / filme – AI Inteligência Artificial.

Ficção científica soft (leve)

A história é centrada nos personagens e se passa em torno de como a tecnologia afeta as pessoas, suas mudanças sociais e psicológicas.

Ficção científica hard (pesada)

A narrativa desse subgênero é guiada muito mais por ideias, deixando de lado a caracterização dos personagens e conflitos. O escritor deve ter algum conhecimento de princípios científicos, já que a tecnologia toma conta da história.

Distopia

É o oposto da sociedade utópica. A ficção distópica retrata um estado policial e de repressão política, no qual as liberdades foram limitadas e a moral pervertida. (Vou pesquisar mais sobre esse subgênero, achei meio vago, um exemplo que eu acho que se encaixa nesse subgênero é V de Vingança).

Comédia

Além de poder construir um subgênero próprio, também pode estar incutido nos demais subgêneros, mas é necessário, também, que saiba como escrever comédia.

Ciberpunk

É basicamente um cenário repleto de computadores, hackers e híbridos de computadores/homens. Nessa história os personagens passam a maior parte do tempo em um ambiente virtual. Ex.: filme – Matrix / filme – Elysium.

Apocalíptico e pós-apocalíptico

São histórias focadas no fim do mundo. No Apocalíptico a história se passa antes e durante o apocalipse. No Pós-apocalíptico costuma haver um acidente que devasta o planeta, esse é o ponto de partida desse tipo de narrativa. Ex.: série – The Walking Dead.

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Como você pôde ver, Ficção Científica é um gênero bem complexo.

Para escrever esse gênero você precisa pesquisar frequentemente sobre progressos científicos que já conquistaram a imaginação do público. Nada de escrever histórias monótonas, daquelas que as pessoas estão cansadas de ler, seja ao máximo criativo e convincente.

Portanto, leia boas obras de Ficção Científica, assim poderá aprender como bons romances de ficção científica são.

Fique atento aos eventos atuais, uma boa história como essa faz as pessoas ficarem emocionalmente ligadas a ela. Inspire-se nos eventos importantes ou interessantes a você e conte a história de forma que apague o preconceito que as pessoas têm.

Você também pode construir sua história a partir de uma mensagem que deseja que as pessoas entendam. Isso lhe dá um caminho e uma meta. Sua história é mais propensa a causar um impacto, quando o leitor consegue absorver algo dela.

Espero que tenha entendido bem e, se quer escrever sobre esse gênero, pesquise cada vez mais.

Obrigada!

Escreva sem excessos

Olá, escritor!

Sabemos que escrever não é uma tarefa tão simples assim, aliás, muitas pessoas se admiram quando você diz que escreveu ou está escrevendo um livro e isso, eu concordo, é muito empolgante. Receber elogios é sempre bom para colocar a nossa vontade de escrever lá em cima. Concorda? E quando o seu livro for lido, é  bom que o leitor acompanhe a história até o fim sem perder nada, mas isso só é possível se a atenção dele não for dispersada por algumas coisas que costumamos encontrar em muitos livros por aí.

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Bom, separei algumas dicas, pode ser que o post passe por atualizações à medida que eu for pesquisando mais dicas, espero que goste.

  • Inserir muitos personagens com nomes no seu livro pode não ser uma boa ideia. Em uma mesma cena é aconselhável que apresente não mais do que três ou quatro personagens, pois assim o leitor terá facilidade em guardar seus nomes. Em vez disso, use características marcantes como: a garota de cabelos verdes, o homem de terno rasgado, o rapaz de piercing no nariz, et cetera.
  • Detalhes em excesso é uma coisa desnecessária que só serve para que o leitor acabe achando o seu livro chato. Se for preciso resumir três páginas inteiras que descrevem uma briga de casal, faça. Às vezes trata-se de detalhes que não fazem a menor diferença na história e um escritor precisa estar ciente disso.
  • Cuidado para não estender demais o seu livro, tudo bem que quando começamos a escrever um livro ficamos super empolgados, mas é preciso saber quando terminar um capítulo. Leitores gostam de histórias que fluem.

 

Leia também: Como prender a atenção do leitor

Siga o blog e acompanhe as postagens. Se você tem sugestões para mais dicas, comente abaixo.

Até mais.