Narrativa rápida ou lenta?

Olá, escritor(a)!

Tudo bem?

Você já deve ter identificado o seu estilo ao escrever uma história, se sua narrativa é rápida ou lenta, se ela mostra situações em detalhes ou se dá a impressão de que a história passa voando. Você tem esse estilo definido? O. K.

Saiba também que você pode escolher o tipo de narrativa que quer usar no seu livro de acordo com a sensação que pretende passar ao leitor e de acordo com a história que está escrevendo.

Por exemplo, em romances geralmente nos deparamos com narrativas mais lentas, em histórias com mais ação a narrativa é rápida, dando a sensação de que estamos vivenciando aquilo, já na fantasia podemos encontrar os dois tipos de narrativas, ora rápida, onde os personagens precisam lidar com uma situação preocupante, ora lenta, onde há um diálogo entre os personagens, esclarecendo alguma coisa ou tentando desvendar algo.

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Para entender melhor, vejamos a diferença entre as duas:

Narrativa lenta: contém frases longas, mais adjetivos, muitas descrições, revela os sentimentos dos personagens de forma mais profunda, o leitor tem a sensação de que as situações demoram mais e compreende melhor o cenário e o que se passa com os personagens.

Exemplo: Na manhã seguinte, por volta do meio-dia, cedo ainda para que encontrassem alguns lugares, eles atracaram ao cais dos visitantes em Arholma. Prepararam uma refeição e tinham acabado de comer quando Mikael avistou um M-30 com casco de poliéster entrando na enseada com apenas a vela mestra. O barco deu uma volta tranquila enquanto seu piloto procurava uma vaga no cais. Mikael deu uma olhada ao redor e constatou que o espaço entre o seu Scampi e um iate a estibordo era provavelmente o único lugar disponível, suficiente e na medida exata, para o estreito M-30. Foi até a proa e agitou o braço; o piloto do M-30 ergueu a mão em sinal de agradecimento e virou em direção ao cais.
(Trecho do livro Os Homens Que Não Amavam as Mulheres, de Stieg Larsson)

Narrativa rápida: contém frases curtas, menos adjetivos, descrições breves, o leitor tem a sensação de que os acontecimentos da história passam muito rápido e também de que está vivenciando aquilo junto com os personagens, torcendo para dar tudo certo.

Exemplo: Lisbeth Salander virou a cabeça no momento em que Martin fugia pela porta. Ergueu-se num salto e pegou a pistola no chão, verificando se estava carregada. Destravou-a. Mikael notou que ela parecia familiarizada com as armas. Olhando em volta, os olhos dela se detiveram por meio segundo nas chaves das algemas em cima da mesa.
– Eu cuido dele – disse enquanto corria em direção à porta. No caminho apanhou as chaves e as fez deslizar pelo chão até onde Mikael estava.
(Trecho do livro Os Homens Que Não Amavam as Mulheres, de Stieg Larsson)

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Esses são exemplos de um mesmo livro de ficção policial e de mistério, mas claro que é melhor quando lemos uma história do início ao fim.

Lembre-se, escritor(a), que você não deve se apegar a regras ou técnicas que prometem deixar o seu livro mais interessante ou atrair mais leitores et cetera. Preocupe-se em escrever, em contar a sua história. Trechos com narrativas rápidas ou lentas aparecem naturalmente na sua história, de acordo com o que você está sentindo quando está escrevendo.

As dicas e os caminhos que posto aqui no blog apenas auxiliam e as mudanças que deseja implementar nas suas histórias devem ser feitas aos poucos e com cautela ou até mesmo na hora de revisar o seu livro. O importante é começar a escrever e terminar, pois muitos escritores iniciantes começam uma história e param no meio, preocupados se vão agradar ou não quem vai ler futuramente ou preocupados em mudar determinados parágrafos, o que você pode deixar para quando a história estiver pronta. Além do mais, sei que você tem seu próprio estilo, seu jeito de escrever, uma ajudinha aqui e outra ali são bem-vindas, mas você cria histórias  e isso já mostra o seu talento. Use essas dicas caso queira deixar suas histórias ainda mais interessantes.

Espero que tenha gostado do post. Siga o blog e deixe seu comentário.

Até mais.

 

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Escrever sem inspiração

Olá, escritor(a)!

Como vai você?

Inspiração é uma coisa que só aparece quando a gente menos espera, na hora de dormir, no banho, no trabalho. Alguns posts neste blog falam sobre onde buscar inspiração, como pegar algumas ideias aqui e ali na história, mas nem sempre conseguimos o que queremos: sentar e escrever ao menos uma página ou escrever como se não houvesse amanhã.

Quando você começa a escrever uma história já é difícil decidir como será o primeiro parágrafo, a primeira cena, pois o início precisa cativar o leitor, fazê-lo querer virar a página. Em seguida surge aquela empolgação maravilhosa e, após alguns capítulos, parece que começa a faltar ideias, você entra no chamado Bloqueio Criativo.

É nesse momento que vem a busca por inspiração, como ouvir música, ir para algum lugar diferente, ver filmes et cetera, essas coisas que você já deve saber. Também é preciso ficar atento e preparado para quando a inspiração aparecer e ler livros com o tipo de história que você quer produzir.

Há alguns posts no blog como: Excesso de ideias ou falta de ideias e Inspire-se antes de escrever, mas quando um escritor tem prazos para entregar um livro, é claro que ele não vai querer perder tempo tentando superar um bloqueio criativo, ele simplesmente tem que sentar e escrever.

Sabemos que às vezes buscar inspiração não é o suficiente, então, de onde tirar inspiração ou ao menos saber o que escrever, mesmo quando não estamos tão animados?

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Crie o hábito de escrever. Escreva todos os dias, mesmo que não fique bom, até porque você irá editar e revisar a história depois.


Anote as ideias que você tem, por menores que sejam. Seja uma frase bacana que explique um sentimento do protagonista ou a descrição de um personagem ou mais obstáculos para inserir na história. Pensou numa cena inteira, escreva um resumo, mas se atenha aos detalhes que, provavelmente, você pode esquecer. Escreva, seja num caderno, no computador, no bloco de notas do seu celular, mesmo que você tenha pensado em algo que provavelmente só acontecerá ao final da sua história, suas anotações não precisam seguir uma ordem. Assim, escritor(a), você terá um “banco de ideias“.


Livre-se das distrações, hora de escrever é hora de escrever. Como fará isso se tiver que parar toda hora para olhar mensagens no celular?


Escreva um roteiro para cada capítulo da sua história, isso pode ser feito com uma frase só, resumindo cada acontecimento, assim você saberá como descrever determinado capítulo ou cena.


Leia apenas o último parágrafo ou a última cena da sua história antes de continuar, se você tiver a ideia de ler tudo outra vez pode acabar parando para editar algumas partes e isso não é bom. Editar e revisar só depois que a história estiver pronta.


Você sabe o que quer passar para o leitor, mas não encontra a melhor forma de escrever de um jeito incrível o que tem em mente, mas relaxe e vá em frente, se coloque no lugar dos personagens, no universo que criou e escreva da melhor forma possível. Não fique preso a um determinado parágrafo ou cena, quando for revisar sua história você vai perceber se precisa fazer mudanças, não se preocupe. 


Pesquise mais sobre coisas relacionadas à sua história. Antes de escrevermos um livro, sempre fazemos pesquisas e buscamos referências para dar vida a uma história inédita, mas você pode continuar pesquisando, se informando e buscando novas referências.


Consulte seu “banco de ideias”, é para isso que ele serve, para te ajudar a prosseguir com a narrativa mesmo sem inspiração. Pode ser que algumas ideias pequenas se tornem grandes, acontece.


E se estiver cansado de digitar, escreva à mão, depois você passa para o editor de texto.


Espero que assim, escritor(a), você possa escrever mais. Com força de vontade e determinação tudo é possível.

Deixe seu comentário e curta o blog.

Até mais.

 

 

 

O Narrador

Olá, escritor(a)!

Como vai você?

Nesse post explico sobre a Narração, um tipo de texto usado por escritores que contam histórias reais ou de ficção. A narração é composta por elementos como Personagens, Espaço e Tempo.

Personagens: entre eles pode ou não estar inserido o narrador, estão situados num espaço e tempo.

Espaço: o cenário, lugar onde se passa determinada cena.

Tempo: atual, passado ou futuro; pode ser cronológico (linear, segue o curso das horas) ou psicológico (ligado aos pensamentos ou lembranças dos personagens ou do narrador). Além da época em que se passa a história.

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Quanto ao narrador, é aquele que está diretamente ligado ao discurso (a forma como a história é contada) contido no texto.

Narrador Personagem

  • 1ª pessoa
  • Discurso direto
  • O narrador é o próprio personagem

Narrador Observador

  • 3ª pessoa
  • Discurso indireto (o mais comum)
  • O narrador apenas observa e conta a história, mas não participa dela

Narrador Onisciente

    • Mescla de 1ª e 3ª pessoa
    • Discurso indireto livre
    • O narrador conta a história, mas em determinados momentos sua voz é alternada com a dos personagens
  • Exemplo: “Como estou cansada, pensou Cristina.” ou “Foi só colocar os pés fora da casa que Gregório foi logo berrando: saiam logo daqui, seus moleques, e entrou, batendo a porta.” (as partes grifadas, ainda que ditas pelo narrador, fazem parte do pensamento ou fala dos personagens)

Quando começamos a escrever uma história vem um monte de interrogações na nossa cabeça, mas isso é bom, faz parte da construção da narrativa e há algumas perguntas que você pode responder para si e para cada personagem.

O que te motiva?

Qual seu principal desafio?

O que você faz para lidar com esse desafio?

Que impacto você deseja causar no mundo?

O protagonista da sua história, escritor(a), tem que ser alguém com quem o público se identifique.

Lembre-se das perguntas acima e faça o protagonista respondê-las. As respostas serão com um guia, não precisam aparecer na história.

As motivações guiam o caminho do protagonista, em seguida algo se coloca no caminho dele, um desafio, isso ajuda a construir um conflito e a partir desse conflito acontecem as viradas que levam o protagonista a novos desafios, aprendizados e impactos, chegando, assim, ao final da narrativa, onde ele se surpreende com algo que ele nem imaginava no início da história.

Conte a sua história em voz alta, grave um áudio, isso te ajuda a se conhecer, conhecer a sua narrativa e a descobrir as próprias técnicas, o seu jeito de contar uma história de forma que o leitor se prenda a ela, goste e se identifique com os personagens.

Saiba também como escolher o narrador. Se você tem o objetivo de criar uma aproximação maior com o leitor, é preferível narrar em 1ª pessoa. Se há muitos personagens e você deseja mostrar o ponto de vista de cada um, pode usar 3ª pessoa ou 1ª pessoa para cada um deles em capítulos diferentes.

Bom, escritor(a), esse post é para que você entenda um pouco mais sobre narração e decida quem e como irá contar a história do seu livro.

Espero que tenha gostado.

Curta e deixe seu comentário.

Até mais.

A estrutura de um livro

Olá, escritor!

Tudo bem?

Esse post é para aqueles que já concluíram um livro e querem deixar sua obra com características profissionais antes de enviá-lo a uma editora.

Por onde começamos a escrever um livro? Pelo primeiro capítulo, é claro, a primeira linha, primeira cena. Mas tem escritores que começam pelo meio, têm uma ideia incrível, mas sabem que aquilo vai acontecer somente no meio da história.

Mas por onde realmente começa um livro?

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Eu já publiquei aqui sobre prólogo, epílogo, prefácio e posfácio, um dos assuntos que, pelo que pude ver, mais geram dúvidas nos escritores, principalmente os iniciantes. Foi a partir daí que tive a ideia de postar sobre a estrutura de um livro literário para que assim você, escritor(a), entenda melhor sobre cada parte que compõe um livro.

Um livro começa mesmo é pela capa, mas vamos entender a sua estrutura:

Falsa Folha de Rosto (opcional)
Folha de Rosto
Verso da Folha de Rosto
Dedicatória (opcional)
Epígrafe (opcional)
Prefácio (opcional)
Agradecimentos (opcional)
Introdução (opcional)
Sumário (opcional)

Atenção: nenhum dos elementos que vem antes ou depois do texto devem ter as páginas numeradas. Exceto quando esse elemento faz parte do texto.


Falsa Folha de Rosto (opcional)
Apenas o título do livro, de preferência em caixa alta, no topo da página. Dica: espaço onde o autor pode dar autógrafos.

Folha de Rosto
Serve para identificar título, subtítulo, nome literário do autor, ilustrador / tradutor / adaptador / compilador / organizadores (quando se aplicar), imprenta (nome da editora, cidade/estado, ano) ou apenas a marca da editora. Contém também ano de lançamento e número da edição (exceto quando se trata da primeira edição), em alguns livros costuma vir na última página.

Verso da Folha de Rosto
Informações complementares do livro, dados sobre direitos autorais e editoriais, profissionais que trabalharam no livro, dados da editora e ficha catalográfica. Marca da editora é opcional.

Dedicatória (opcional)
É um espaço no livro inteiramente do autor, onde você dedica a obra para uma ou mais pessoas. Não deve constar assinatura. Com alinhamento à direita, encontra-se no meio da página para uma frase ou na parte inferior da página quando tiver mais frases.

Epígrafe (opcional)
Para cada tipo de trabalho a epígrafe é usada de forma diferente, mas em literatura é uma curta frase, pensamento ou citação colocada em uma página ou em destaque no início de um capítulo ou de cada capítulo da história. O posicionamento é livre, mas o padrão é utilizar no meio da página com alinhamento à direita. Atenção: nunca esqueça de citar a autora ou autor da frase ou pensamento citado.

Prefácio (opcional)
É um texto que pode ser escrito pelo próprio autor ou por outra pessoa que leu o livro/original. Trata-se de um texto onde você ou outra pessoa dão sua opinião sobre a obra (alguém que leu o livro e que tem conhecimento sobre o assunto), dizendo ao leitor o que ele vai encontrar no livro.  Nunca esqueça de citar o autor do Prefácio caso seja uma pessoa convidada.
Leia mais.

Agradecimentos (opcional)
Espaço onde o autor agradece pessoas que contribuíram para a realização da obra (construção profissional), pessoas inspiradoras, parceiros e outros. Somente o autor pode escrever os agradecimentos. A diagramação pode ser no mesmo estilo da dedicatória. Também pode ser colocado no final do livro, depois do texto.

Introdução (opcional)
Se for escrita pelo autor, ela é parte do texto e é como um “primeiro capítulo”, portanto deve vir logo antes do texto. Se for escrita por outra pessoa, vem antes do sumário (se houver um). Tem a função de explicar o texto do livro, nela são apresentadas, em pequenas frases, as decisões que motivaram cada capítulo e/ou um resumo da ideia central de cada um deles(Tema de um futuro post com mais detalhes e esclarecimentos).

Sumário (opcional)
É como um mapa do livro, onde encontramos os nomes dos capítulos e o número da página onde cada um se inicia. Caso haja mais de um autor dos capítulos, seus nomes podem ser citados abaixo do nome dos capítulos. A listagem dos capítulos é conforme eles aparecem no texto. Não confundir com Índice.


Sobre os elementos após o texto na estrutura de um livro, encontramos também:

Posfácio
É quase o mesmo que Prefácio, porém, vem ao final do livro, onde o escritor ou outra pessoa diz o que achou da obra, uma explicação de seu próprio ponto de vista. Leia mais.

Agradecimentos (que pode vir no início ou ao final do livro)
Espaço onde o autor agradece pessoas que contribuíram para a realização da obra (construção profissional), pessoas inspiradoras, parceiros e outros. Somente o autor pode escrever os agradecimentos.

Índice
Parecido com o Sumário, mas os dois não devem ser confundidos. O Índice é uma ferramenta usada para auxiliar os leitores a encontrarem termos, expressões e nomes próprios mais utilizadas ou importantes no texto, junto a cada item é indicado o lugar onde ele pode ser encontrado. (Porém, não sei se cabe um Índice numa obra literária, depende do conteúdo do livro.)

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Como pode ver, escritor, são muitas as partes que compõem um livro, mas algumas são opcionais e outras são aplicadas pela editora. Ou seja, você não precisa usar tudo isso no seu livro, somente o que achar necessário e o que pode servir para enriquecê-lo. Essa postagem ajuda a entender melhor a ordem de cada item. A história é sua, portanto, você decide o que acrescentar a ela. Por exemplo, se acabou de escrever uma história, mas sente que falta algo, pode ser que uma Epígrafe ajude, por que não? 

Alguns exemplos em livros que peguei aleatoriamente na estante:

No livro Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, encontramos elementos peculiares, como uma dedicatória do protagonista/narrador ao verme que primeiro roeu as frias carnes de seu cadáver e dois prefácios, um do autor, Machado de Assis, e outro do protagonista/narrador, Brás Cubas.

Já no livro Não conte a ninguém, de Harlan Coben (primeira edição), encontramos uma Dedicatória e uma Epígrafe na mesma página, depois o Prólogo, que já dá início à história.

Bom, escritor(a), espero ter esclarecido algumas dúvidas e ajudado a entender melhor a estrutura de uma obra literária.

Deixo aqui também um link com a estrutura organizacional de um livro técnico, que pode ajudar em trabalhos e projetos, caso esteja procurando por isso também, lembrando que deve-se seguir as normas da ABNT.

Obrigada por visitar o f7, volte sempre e deixe seu comentário.

 


Referências:
<Significados>
<Liro Blog editora livre>

 

 

Comece a escrever e termine

Olá, escritor!

Como anda aquela história incrível que você começou a escrever há algum tempo?

Eu sei que alguns vão dizer que vai bem, enquanto outros dirão que precisam de ideias ou motivação para continuar e por isso a história caminha devagar e ainda há aqueles que pararam de escrever, seja porque não conseguem levar a história adiante ou porque engajaram em outra. Além disso, temos que conciliar a escrita com o trabalho e estudo e isso acaba pesando um pouco.

Essas coisas acontecem, mas é importante que mantenha sua rotina de escrever ao menos 15 minutos por dia e ler muito. Se começamos a escrever temos que terminar, a menos que você tenha decidido que sua história não faz mais sentido.

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Se estiver enfrentando dificuldades, releia sua história e busque por detalhes que você pode esclarecer em cenas posteriores, como, por exemplo, o que levou um personagem a ter aquela cicatriz no rosto? Ou quais as consequências de algo que o protagonista fez por mais que tivesse boa intenção?

Tente se colocar no lugar dos personagens, eles também tomam decisões e às vezes contrárias às que imaginamos para eles. Se parou numa cena tranquila, abra espaço para um conflito ou algo que deixe o protagonista encrencado, criando um problema a ser resolvido com urgência.

Sua história precisa seguir adiante e isso depende das ações dos personagens, dos sentimentos que os levaram a fazer tais coisas, seja por vingança ou medo, amor ou simplesmente curiosidade.

O importante é que você sinta aquilo que sentiu quando começou a escrever essa história e tente prosseguir assim até o fim. Termine-a e não fique preocupado demais com determinada cena ou capítulo.

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Quando concluir, deixe seu livro descansar. Após algumas semanas, revise, e só então corrija os erros, apague parágrafos ou cenas desnecessárias, resuma diálogos monótonos ou que não levam a nada, coloque-se no lugar do leitor.

Também fique atento à coerência. Se o protagonista é um adolescente com problemas na escola, esse problema deve ficar claro em alguns momentos, ou, se o antagonista tem uma mania estranha, faça isso impactar na visão que outros personagens têm dele, lembrando que são apenas exemplos.

Revise novamente e evite o perfeccionismo.

E se quiser que algum parente ou amigo de confiança leia, aceite as críticas como construtivas, mas lembre-se: você não precisa concordar com todas elas. Então faça as correções finais e não adie isso.

Revise mais uma vez e, por fim, imprima seu livro, de preferência com as páginas numeradas, caso deseje registrá-lo logo em seguida (em breve estarei postando sobre registro de obras).

Além de tudo, escritor, acredite, você está fazendo um ótimo trabalho.

Leia também: 

Inspire-se antes de escrever

O que fazer com o excesso de ideias e o que fazer com a falta de ideias

Como demonstrar as emoções dos personagens

Escreva sem excessos

Não desista.

Espero que tenha gostado. Curta o blog e deixe seu comentário.

Até mais.

 

Gabriella Rebeca

Protagonista e antagonista

Olá, escritor!

Acredito que você deve saber mais ou menos o que é um protagonista e um antagonista, em outras palavras, o “mocinho” e o “vilão“, certo?

Quando lemos uma história de ficção percebemos facilmente qual é qual, por exemplo, uma princesa e uma bruxa, um xerife e um bandido et cetera. Mas não é exatamente assim.

O protagonista é o personagem principal de uma narrativa, enquanto o antagonista é o seu principal opositor.

PROTAGONISTA

O que torna esse personagem o centro das atenções da narrativa são as ações dele (vontades, escolhas), mas o protagonista também sofre mudanças.

  • Exemplo:

actor-1299629_1280No livro Harry Potter e a pedra filosofal, de J. K. Rowling, Harry recebe a visita de Hagrid na noite de seu aniversário e decide ir embora com ele, afinal, ele mostrou ser alguém amigável e que o conhecia, então por que Harry ficaria com seus tios, se eles o tratavam mal?

No decorrer da história, Harry faz amigos e inimigos, faz escolhas que o colocam em “encrenca” ou que o fazem descobrir coisas que o levam por outros caminhos, muitas vezes perigosos, mas no fim ele consegue concretizar suas motivações.

Ou seja, o que move a história são as ações do protagonista, suas escolhas, seus sentimentos, vontades, objetivos e motivações. Nesse percurso ele faz amigos ou apenas aliados e acontecem coisas que podem fazê-lo mudar de ideia e escolher outros caminhos também.

  • Observação:

Se o seu protagonista segue um único caminho até o objetivo dele sem dificuldades ou mudanças, quando necessário, sem mostrar o que sente a respeito das decisões que toma, ou seja, se você tornar o seu protagonista um personagem “robotizado”, vamos dizer assim, o leitor não vai sentir vínculo algum com o protagonista (o que explicarei detalhadamente numa próxima postagem).

Devemos lembrar que os acontecimentos e descobertas mudam os personagens. Essas mudanças podem ser físicas, psicológicas, comportamentais, a maneira como o personagem vê o mundo et cetera. Essas mudanças precisam ser significativas, o leitor tem que percebê-las enquanto lê a sua história.

Voltando ao exemplo: Harry era um garoto comum que descobriu ser um bruxo e que o mundo que ele até então conhecia guardava muitos mistérios e perigos, assim ele vai se tornando um garoto cada vez mais forte e determinado, ciente das responsabilidades que carrega e tentando proteger as pessoas ao seu redor ao mesmo tempo que busca soluções pra os seus problemas. Nesse meio, surgem obstáculos/dificuldades impostos por alguém que quer impedir que ele alcance seus objetivos ou tirá-lo da jogada porque tem motivações e objetivos opostos: o antagonista.

O antagonista seria, dentro desse exemplo, o você-sabe-quem, Lord Voldemort.

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ANTAGONISTA

Esse é o personagem cujas ações serão direcionadas ao protagonista, com a intenção de atrapalhar os objetivos dele ou tirá-lo da jogada porque tem objetivos opostos ou pelo simples desejo de vingança, seja criando obstáculos ou enfrentando-o, a fim de impedir que o protagonista tenha sucesso em suas ações ou atrapalhe seus planos.

Outra característica do antagonista é que ele não sofre tantas mudanças como o protagonista (exceto, é claro, em histórias onde o antagonista acaba se tornando uma pessoa boa no final como consequência de alguns acontecimentos).

Quem é o antagonista? Ele pode ser uma pessoa, um objeto, um animal, um fato que dificulte os objetivos do(s) protagonista(s) et cetera. Exemplo disso é o livro A Culpa é das Estrelas, de John Green, em que o antagonista da história é a doença dos protagonistas.

  • Observação:

E se o personagem principal da minha história for um ladrão de banco?

Eu também me fiz essa pergunta, pois em alguns livros os personagens principais costumam ser os “vilões” ou apresentam defeitos que até mesmo irritam o leitor.

Sim, escritor(a) , se o personagem principal da sua história for um ladrão de banco, este será o protagonista e qualquer um que tente armar alguma coisa para conseguir prendê-lo será o antagonista.

Ou seja, ainda que seu personagem principal seja uma pessoa má, cheia de defeitos, que não está nem aí para o mundo, ele deverá ter as características de um protagonista.

E se o seu rival for uma pessoa boa, com o objetivo de detê-lo, este deverá ter as características de um antagonista.

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Para complementar, escritor, em uma história pode existir mais de um protagonista, assim como mais de um antagonista, além de co-protagonista(s), oponente(s), coadjuvante(s) e figurante(s), mas recomendo não se prender muito a esses outros tipos de personagens, também chamados de secundários.

Co-protagonista: o segundo personagem mais importante, geralmente ajuda o protagonista, pode existir mais de um.

Oponente: o personagem que ajuda o antagonista (podendo ser seu amigo, um aliado, alguém com os mesmos interesses ou um subordinado).

Coadjuvante (ou personagem secundário): ajuda o protagonista, na maioria das vezes é um amigo ou parente dele, sua importância pode variar.

Figurante: não é fundamental na história, esse personagem serve para ilustrar o ambiente (a cena). Exemplo: a moça de cabelo azul; o cara da lanchonete; o vendedor; a vítima.

Ah, mas e o herói e o anti-herói?

Esses podem ser classificados como protagonistas.

Herói: apresenta características superiores em relação aos demais personagens, incluindo uma forte vontade de fazer justiça.

Anti-herói: é um “herói” que segue as próprias regras, ele faz o bem, mas de uma forma meio cruel.

Espero que tenha gostado e que essa postagem tenha esclarecido as características de cada personagem, pois isso ajuda muito na sua criação.

Leia também: Como criar um personagem e Demonstrando as emoções dos personagens

Esse post ajudou você?

Curta e deixe seu comentário.

Até mais!

 

Tipos de cenas

Olá, escritor(a)!

Em uma das postagens anteriores escrevi um pouco sobre cenas envolventes e prometi postar sobre tipos de cenas presentes em um livro.

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Uma cena acontece por um período de tempo em um cenário limitado, com um ou mais personagens e tem como foco suas ações e reações, o que leva o leitor a querer saber o que vai acontecer depois. Vejamos quais são elas:

CENAS DE CONTEXTUALIZAÇÃO

São tipos de cenas que passam informações importantes para o entendimento do que acontecerá no decorrer da história, de como é o ambiente, os costumes e os lugares onde se passa a história, como, por exemplo, uma cena que descreve uma casa e a família que vive nela que briga frequentemente, mas se mantém sempre unida diante de qualquer problema. Lembre-se de se manter fiel aos limites que criou para o universo de sua história.

CENAS DE AÇÃO

Essas cenas mostram as atitudes de um personagem para alcançar um determinado objetivo e servem para que o leitor testemunhe o comportamento do personagem em tempo real, tornando-o próximo a ele, como um personagem que sai da faculdade, mas ao invés de voltar para casa vai à casa da moça que ele ama, mas a encontra com outro.

CENAS DE REAÇÃO

Já as cenas de reação apresentam as consequências dos atos do personagem e o impacto emocional de algo que aconteceu anteriormente. Essas cenas ajudam o leitor a entender melhor o personagem. Exemplo: após encontrar a namorada com outro rapaz, o personagem se decepciona e decide terminar o relacionamento, mas depois fica deprimido e acaba indo mal na prova do dia seguinte.

CENAS DE APROFUNDAMENTO

Usadas para deixar a narrativa mais complexa, as cenas de aprofundamento permitem que o leitor conheça melhor os cenários e os personagens. Exemplo: um personagem que conversa com outro sobre a impressão que teve de determinado amigo quando o conheceu há três anos ou uma garotinha lembrando de como era a sua rotina antes da morte de sua mãe.

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Claro que algumas cenas apresentam mais de um desses tipos acima, mas cada uma deve ter sua função principal definida até mesmo para que você foque no que deve passar para o leitor, pois não fica bem, por exemplo, descrever um cenário inteiro em uma cena de ação ou dar um objetivo para o personagem alcançar em uma cena de reação.

Portanto, pense na função principal de cada cena dentro da história, se em determinada cena você descreve um personagem, termine quando tiver passado todas as informações importantes sobre ele. Também não tenha medo de dispensar cenas que são desnecessárias. O importante é entregar ao leitor peça por peça desse quebra-cabeça, pois dessa forma irá deixá-lo curioso para descobrir o desfecho da sua história.

Espero que tenha ficado claro, escritor(a).

Agradeço a sua visita. Curta o blog e deixe seu comentário.

Até breve.

Escrevendo cenas envolventes

Olá, escritor(a)!

Escreveu muito nesses últimos dias? Espero que sim.

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Neste post explico como escrever de forma envolvente, sem exageros e fazer o leitor viajar na história do seu livro. Como escrevi no post Como demonstrar as emoções dos personagens, é preciso mostrar ao leitor como o personagem se sente através de ações, comportamentos e até expressões faciais e corporais. Mas e quanto aos outros acontecimentos da história: cenários, momentos românticos ou dramáticos que você quer descrever ao leitor, fazendo-o se envolver com o que está lendo?

Aqui vai um exemplo para você entender melhor e depois vamos às explicações. Vejamos a seguinte frase:

Ester estava linda no dia do nosso casamento.

O que achou? Consegue imaginar o que o personagem viu? Soa como um comentário qualquer. Agora veja como a frase pode ser transformada em um parágrafo envolvente que não entrega tudo de uma só vez, mas que leva o leitor a se colocar no lugar do personagem.

Quando Ester entrou na igreja naquele dia, meu coração parecia querer saltar do peito. Os convidados haviam desaparecido e eu só conseguia ver minha noiva deslizando pelo tapete como uma rainha vindo ao meu encontro, com o sorriso mais encantador do mundo.

Note como é possível mostrar o que o personagem viu e sentiu, levando o leitor a uma conclusão própria, fazendo-o perceber, também, como o personagem admira a noiva. Ao invés de dizer o que o personagem viu ou sentiu, mostre.

Existem, também, outras formas de fazer isso, o que pode trazer ao seu livro mais veracidade, lembrando que qualquer dica que escrevo aqui no blog não deve ficar apenas guardada na cabeça, portanto, pratique sempre.

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Bem, ao mostrar ao leitor qual a situação de um personagem em uma determinada cena – o que ele sentia, o que mais queria naquele momento, o que ele via que ninguém mais conseguia enxergar et cetera – use diálogos, busque ser específico, deixe que o leitor sinta.

Ao invés de narrar o que eles estão sentindo, os personagens podem se expressar através dos diálogos. Por exemplo: uma mãe repreendendo o filho por mau comportamento ou um funcionário insultando outro no corredor por estar estressado. Isso faz o leitor captar facilmente o clima em que os personagens se encontram e o deixará até curioso para saber o que está por vir.

Claro que além dos personagens, você tem que descrever o lugar onde determinada cena se passa e ao mesmo tempo montar a sua história, adicionando as informações que o leitor precisa para entender o que está acontecendo, onde está acontecendo, em que situação os personagens se encontram, se há algo no cenário que os ajuda ou atrapalha et cetera. Isso deve ser feito sob o ponto de vista do Narrador.

Deve-se pensar, além disso tudo, no gênero que você está escrevendo.

Se for Terror, use e abuse das sensações internas do protagonista relacionadas a medo, da descrição de cenários assustadores e do suspense (não oferecer todas as informações ao leitor), além de um antagonista assustador que cause arrepios e deixe o leitor sem dormir.

Se for uma história de Amor, dedique-se aos comportamentos dos protagonistas, aos gestos que demonstrem o que eles estão sentindo sem ter que dizer.

Lembre-se de mostrar ao invés de dizer, o.k.?

Leia também: Escreva sem excessosTipos de cenas e Como demonstrar as emoções dos personagens

Espero que tenha gostado, escritor(a).

Siga o blog e deixe seu comentário.

Obrigada e volte sempre.